§ Meet You There §

Quarta-feira, Janeiro 12, 2005

Amor pelos animais



Às vezes, eu me sinto mal, porque tenho mais amor pelos animais do que com os seres humanos. Sempre que vejo um bichinho sofrer, choro sem parar... quando fico longe dos meus bichinhos choro até de saudades...

Não é que eu não me comovo quando vejo crianças doentes e sofrendo, ou sem pai e sem mãe... me comovo também. Mas acho que aparece tanto este tipo de coisa nos jornais, na televisão que vai se tornando uma rotina e acaba que você não chora mais... porque aquela criança é mais uma de milhares que estão sofrendo ou vão sofrer. Já me revoltei muito, já xinguei muito os pais ou responsáveis por crianças que estão nas ruas, sofrendo... mas hoje em dia vejo crianças gerando crianças, e vejo estas mesmas crianças nos roubando nas ruas... e então vai subindo uma raiva, um ódio, eu sei que aquela criança não tem culpa, mais a gente no momento de revolta não consegue pensar... e pensar que algumas destas crianças já até arrancaram vidas de pessoas inocentes. É um ciclo vicioso, e tudo isto por falta de educação, falta de orientação. Sei que os nossos governantes são um dos principais culpados por não fornecerem educação aos mais carentes, mas também já fiz estágio em escola pública, e vi que muitos também não estão nem aí para os estudos, têm a oportunidade mais não querem estudar, aprender... o que fazer???

Comecei este papo, porque hoje vi que minha cachorrinha estava com um machucado no focinho, tipo um cobreiro, uma micose, e como sempre eu choro, choro de peninha... mais já estou cuidando do machucadinho... e se não ficar bom, corro para o veterinário. Os bichinhos não pensam, não sabem de nada e mesmo assim nos dão muito amor... sem nada em troca e é por isso que eu amo meus bichinhos...




Bia Libertti § 1:55 PM §
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Comments:
Até que fim encontrei uma pessoa igual a mim. fique com DEUS.
 
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O rio do meio

Amadurecer
foi retirar os rostos e as peles
e começar a ver no espelho o verdadeiro eu
onde se lê uma severa contabilidade dos gastos e lucros,
saldos nem sempre tranquilizadores. Quanto de amargura, quanto de bom humor sobrou, quanta capacidade de se renovar?

Entender que não precisamos ser onipotentes é uma das maiores libertações. Ninguém, homem ou mulher, pai ou mãe, pode ser totalmente responsabilizado pela sorte de ninguém, por seus erros e acertos, por usa solidão ou felicidade - a não ser na medida justa, em que se é responsável por quem se ama, dentro dos limites da capacidade de cada um.

Na maturidade percebe-se que não importa tanto o que fizeram conosco, mas o que fizemos com o que eventualmente nos aconteceu. É uma indagação dramática, que na juventude parece algo a resolver num futuro muito remoto. Mas "de repente, tinham-se passado vinte anos". E nós, e nós? Precisamos descobrir que amadurecer não significa desistir nem estagnar.

Lya Luft
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